Mais um dia em minha vida. Mais um dia acrescentado em minha eternidade. E eu me encontrava arranhando o meu pescoço. Era estranho, como eu rasgo a minha jugular e não morro, como eu me arranho e não sangro, esse é o mundo vampírico? Condenar uma pessoa – um humano – a esse mundo é crueldade. Não poder sentir o seu coração bater, não precisar respirar para andar. É agoniante. Talvez, agora o meu destino seja, ficar vagando pelo mundo sem rumo. Eu não entendo porque os humanos tentam tanto aumentar sua estimativa de vida, para encarar esta tortura. Ás vezes me pergunto “Isso seria bondade de um anjo caído? Ou seria crueldade de um monstro?” Não acredito que tal divindade como um anjo, seja capaz de nos dar uma benção tão cruel como esta, e não creio que um monstro fosse tão mal, que nos amaldiçoou com a eternidade. Mais o nome deste monstro é Vampiro.
_ Ela é tão linda, parece até um anjo_ Ouço pessoas ao meu redor falando de mim.
Como eles reagiriam se a pessoas que eles dizem ter uma beleza divina não fosse um anjo como eles alegam? E se essa pessoa tão bonita, dentro de si tivesse um monstro gritando por sangue daqueles que a admiram? Como eles reagiriam?
Entrariam em pânico provavelmente.
Eu já estava cansada de ter que encarar os meus ex-companheiros de equipe, da organização. Por isso eu nunca os matava, apenas os espancava até começarem a cuspir sangue ou desmaiar. O que era fácil mesmo estando enfraquecida e com abstinência de sangue, os humanos são fracos de mais comparando com um vampiro.
Meus olhos dourados cor-de-mel sempre brilhava vermelho quando eu me aproximava de mais de um humano com um cheiro tão bom, ou quando eu cheirava o cheiro do sangue alheio sendo jorrado, é algo inevitável. Eu sempre me recusei a beber o sangue humano, eu não consigo, por mais que eu tente, não consigo, eu acho que no fundo eu sei que eu sentiria nojo de mim mesma. Por isso eu prefiro passar a minha eternidade sofrendo e com sede do que sentir nojo de mim mesma. Apesar de que, eu estou quase para cruzar a linha da sanidade, eu estava entrando para o lado da insanidade, ainda mais por que eu estava começando a falar sozinha comigo mesma. Em minha mente sempre terá uma voz dizendo para eu matar os humanos e sugar o seu sangue até não sobrar nada, mais também terá a voz que tentará me forçar a me suicidar e sempre terá a voz - que eu confio - que sempre dirá para as outras duas vozes se calarem.
Mais eu sabia que a minha ex-organização que agora me caçava. Me caçava por um motivo que eles por motivos éticos, sempre omitiriam de mim, o motivo de minha caça, o motivo eu sei qual é, o medo, eles sabem que eu era a mais forte da organização e a mais jovem também na época. Eles podem ter uma estimativa de vida que para os humanos é equivalente a eternidade, mais mesmo assim, eles não passam de humanos.
Mais eu não me preocupava com a caça, já que eu sabia que havia uma pequena raça que me protegeria. Os únicos que saem à noite tranquilos. Com suas peles tão brancas como a lua, e tão cintilante quanto as estrelas, e sua natureza tão obscura quanto o céu da noite. Eles me consideravam um deles agora, eles me consideravam uma vampira.
Se bem que mesmo assim, eu sabia que o único motivo para os vampiros me caçarem, era apenas porque eu era a única que poderia protegê-los dos integrantes de minha ex-organização.
Claro, mais nem que fosse por apenas um instante, eu pensei que os dois vampiros que me protegiam não era apenas por interesse, mais por um instante, eu pensei que eles realmente gostavam de minha companhia. Mais percebi o quão tola eu sou, os vampiros, são apenas criaturas egoístas que pensam em si próprios, são capazes de sentir, e sabe por quê?, porque são criaturas que não tem dó ao matar suas presas, são criaturas que podem matar crianças ou mulheres sem ao menos exitar, são criaturas sem princípios e sem razão. Até hoje eu ainda não entendo como eles conseguem vagar por esse mundo.
É eu sei, isso pode ser um modo bem duro de ser os vampiros, ah, mais pera aí, eu fui treinada para vê-los deste jeito, fui treinada para odiar os seus olhos, as suas presas, a sua cor, as suas formas e para odiar o seu cheiro – Apesar de que o cheiro deles serem muito bom para o meu nariz -.
Eu os estranho, quer dizer, eu estranho os vampiros que me acompanham como cachorrinhos, o nome de um deles é Charles, ele é esbelto para os humanos mais para mim – que fui treinada para odiar a sua beleza – ele está fora de meus padrões de beleza. O seu olhar era vermelho, por isso sempre que nós passamos pelas pessoas, nós não passamos despercebidos. O segundo vampiro que me seguia era uma vampira, Rose, acho que em um padrão de beleza dos humanos, ela estaria na capa de uma revista de moda. Rose e Charles faziam um par, os dois tinham uma certa “história” juntos. E eu por mais que perguntasse como é exatamente que um vampiro sente que está apaixonado, eles não explicavam direito.
_Hum... Um vampiro quando está apaixonado... sente uma certa... necessidade... de proteger o seu... amor _ Era a única coisa que eu conseguia arrancar de Charles.
_Eu... não sei explicar... Bem, se a luz de almas conectadas... aponta em direção ao seu coração... você não consegue expressar esse sentimento por palavras _ E essa era a única coisa que a Rose deixava escapar.
Era um saco estar com eles, nós não eramos como os três mosqueteiros, não eramos um grupo, eramos um par com uma pessoa sobrando, era Romeo e Julieta com um figurante que não era para estar naquela cena. E quando voltávamos para o hotel, era a mesma coisa, eu tinha um quarto para mim, e os dois ficavam num quarto apenas para eles, e que enquanto eu fico bancando a adolescente que eu tenho que ser – já que eu tecnicamente tenho 18 anos – lendo revistas e cantando músicas japonesas. Os dois – provavelmente – devem ficar dando beijos no quarto, que nojento, dois vampiros se beijando, eca! As vezes eu me esqueço que eles estão bancando ter 37 anos. Imagino que eles façam algo mais naquele quarto.
O mundo ao meu redor, mudou bastante. Eu estou como vampira desde o século XIX, eu já estou com 218 anos. Na minha época o computador ainda não existia, não sei como eu consegui sobreviver sem o computador, na minha época o computador era possivelmente, apenas um sonho.
Rose, ela pode até tentar parecer uma mãe para mim, mais eu jamais consegui vê-la como minha mãe. Ela pode parecer preocupada comigo, mais eu duvido que essa preocupação era verdadeira, quem sabe talvez ela seja uma ótima atriz.
Charles, era desleixado, e Rose era ordeira e organizada, se eles realmente se amam, é verdade a teoria “Os opostos se atraem”.
_Sakura... posso falar com você? _ Perguntou Rose entrando no meu quarto.
_Eu tenho escolha? _ Perguntei com sarcasmo.
_Não, mais queria que você pensasse que era livre para escolher _ Contra-atacou Rose.
Suspirei e fechei o livro grosso que eu lia “Anjos e Demônios”. Apontei para a ponta da cama para que ela se sentasse. Ela se sentou fazendo a cama tremer, o colchão era macio, e desta vez não reclamei comigo mesma pelo balanço. Cruzei as pernas e me perguntei o que ela tinha de tão especial e urgente para deixar o seu “amado” e vir falar comigo.
_Sakura vou direto ao assunto... _ Se ela vai direto ao assunto então porque exitou? _ Você está bem? _ Perguntou Rose.
Espera ai! Ela deixou o seu “amado”, interrompeu a minha leitura, para me perguntar se eu estava bem? Ela deve ter sugado mais sangue do que poderia aguentar hoje.
_ Estou _ Respondi com um pouco de cautela _ Por quê? _ Perguntei.
_ Eu e Charles, estamos um pouco preocupados com você... Você rejeita o sangue humano e você não parece enfraquecida. E cá entre nós, você anda tendo muitos devaneios ultimamente _ Soltou ela.
_ Eu estou absolutamente bem, eu sinto abstinência de sangue sim, mais eu reprimo essa ideia, além do mais, eu não estou devaneando apenas planejando a paz mundial _ Zombei dela e ela me olhou com desaprovação e com preocupação _ Sério, eu estou bem, se eu por acaso passar mal, eu lhe aviso _ Disse séria.
_ Promete? _ Perguntou Rose me olhando nos olhos, eu odiava quando ela fazia isso.
Suspirei e disse:
_ Um Konohana sempre cumpre com a sua promessa _
_ OK então, eu já vou _ Disse ela se levantando.
“Claro, porque você precisa ficar com o seu companheiro” pensei com sarcasmo.
_ É, eu preciso ficar com o meu companheiro _ Disse ela saindo pela porta.
Eu odiava quando ela faz isso, me sinto sem privacidade. Como se estivessem me espionando e como se eu fosse um livro que apenas uma pessoa pudesse ler quando quisesse.
Cruzei os meus braços em frente ao meu peito enquanto me lembrava de meu parceiro que havia morrido. Me lembrei de quando ele morreu na minha frente e eu não consegui fazer nada para impedir. Se ela estava lendo a minha mente, isso faria-a parar.
Não querendo mais voltar a ler o livro que eu lia minutos antes de ser interrompida, liguei a Tevê na TNT, e passava Cold Case*, passava uma história de uma secretária. Mais me surpreendi com o que a mulher que foi assassinada escreveu. “A morte avança pela noite, deixando marcas em seu pescoço” e desliguei a tevê instantaneamente. E voltei a ler “Anjos e Demônios”.
Mas, cinco minutos depois lendo o livro, acabei me enjoando e fechei o livro com uma força mais do que o necessário. Joguei meu tronco para trás e me deitei na cama. A cama macia tremendo novamente. Virei o meu rosto para olhar que horas eram no relógio, eram 8h e 30min, fechei os meus olhos e me perguntei, quanto tempo eu podia ficar sem respirar antes de sentir agonia. Parei de respirar. Mais logo o ar que ficou preso em meus pulmões estavam lutando para sair. Quando não consegui mais segurar voltei a respirar. Olhei novamente para o relógio meia hora sem respirar, eu superei o meu próprio recorde.
Às vezes quando se é um vampiro entediado, você pode fazer qualquer coisa para passar o tempo, e não parece ter a palavra impossível.
Antes, quando eu participava da organização II, eu me disfarçava de estudante, mais eu não era igual aos lobisomens da organização I, que são estudante durante o dia, e lobisomens durante a noite, eles podiam ser lobisomens durante o dia se eles quisessem, mais eles optaram por manter a tradição, mais retiraram a lua cheia.
Antes eu via as coisas de pontos de vistas distintos, antes de meu pai dizer “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e coisa nenhuma não é nenhuma coisa nem outra”, antes eu achava que os vampiros eram quem começou com toda essa guerra entre espécies.
O pessoal da organização II – Minha ex-organização – brigam com os da organização I – os lobisomens – e os da organização III – os vampiros -. Já os da organização I, brigam com os da organização III e se defendem dos da organização II. E os da organização III brigam com os da organização II e se defendem dos da organização II. E no meu ponto de vista agora, é que os da organização II são encrenqueiros que se meteram na briga de vampiros e de lobisomens. Uma briga que agora sou obrigada a participar.
Uma certa vez o líder da organização II me disse “Você não tem que ter piedade com os vampiros. Vampiros não passam de bestas com forma humana que se alimentam de sangue humano” Mais de onde ele tirou isso? Do mangá Vampire Knight? Eu li isso lá. Mas o que foi que me fez acreditar nisso? Isso foi apenas um pretexto para eu ter um motivo para matar vampiros, pelo o que eles fizeram à minha família. Meu pai e minha mãe, foram mortos por vampiros, isso criou uma cicatriz em meu coração que jamais se cicatrizará.
Naquele bosque, o cheiro deles... era abafado com o cheiro do cadáver de meu pai e de minha mãe. Os vampiros, são criaturas tão inteligentes que até hoje ninguém sabe de sua existência, ou pelo menos nega.
Os vampiros andam livremente pelo mundo, escolhendo as suas próximas presas com cautela. Para encravar as suas presas no pescoço de suas vítimas.
OBS: Quero que postem se estiver meio sem sentido, OK?

essa coisa de arranhar o pescoço super me lembra o Zero em Vampire Knight, essa foi a parte que mais me marcou tanto no anime quanto no mangá. -s
ResponderExcluirestou gostando, sis <3
ops, esqueci de acrescentar que no momento estou de saco cheio de vampiros so it's a good thing.
ResponderExcluiraah, esqueci também que essa fonte está super pequena e eu não estou com vontade de terminar de ler. só li o primeiro parágrafo, i think.
ResponderExcluire eu estou fazendo um flood legal aqui mais nem ligo, bjs. [rs]
ResponderExcluirops *mas
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