quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Capitulo 4 (parte 1) - Suspeito

Depois de todo aquela conversa de mãe. Como perguntas do tipo “Você está bem?” e etc. Ele foi embora, e eu fui para o meu quarto, peguei um caderno meu. Era um caderno simples de capa dura azul e folhas normal.

E anotei tudo o que ele dissera, todo aquele papo furado de dom e flor e perfume. Era um outro péssimo hábito meu. Anotar as coisas que as pessoas falam. Mais como estava muito cansada, eu acabei dormindo com a cara no caderno. Descobri isso porque no dia seguinte eu acordei com o rosto todo marcado. O que provocou risos de meu pai quando ele me viu, mais ele parou assim quando eu, de brincadeira,o ameacei de não fazer o seu café-da-manhã.

- Então, você e o Daniel... - Ele não terminou a frase.

Eu o fitei incrédula. Ele pensava que eu e o Daniel éramos namorados? Bem, para a minha infelicidade nós não éramos, infelizmente éramos apenas amigos, amigos que agora dividem uma dor em comum. A morte da pobre Jess.

- Ah, não, nós não temos nada, pai. Somos apenas bons amigos – Eu disse segura.

Ele concordou com a cabeça. Eu sabia o que ele estava pensando. Como ele conseguira imaginar que eu e Daniel éramos namorados.

Abaixei a cabeça, sabia que por mais que eu repetisse inúmeras vezes em minha mente que eu e Daniel éramos apenas bons amigos, eu sabia que queria muito mais do que isso. Sabia que queria muito mais de sua amizade, mais nunca quis forçar para ele, ainda mais agora, com a morte de sua irmã Jess.

- Tudo bem? - Ele perguntou.

- Sim, por quê? - Eu disse.

- Você parece um pouco pálida – Ele disse. - Está se sentindo bem mesmo?

- Sim, pai, eu estou me sentindo ótima. - Eu disse.

- Então, eu posso falar qualquer coisa para você, não posso? - Ele perguntou insegurou.

- Claro – Eu disse.

- Não quero que você se aproxime de mais do Daniel – Ele disse.

Eu estava pronta para tudo, menos aquilo. Como assim? Ele não queria que eu me aproximasse muito do Daniel, por quê?

- Por quê? - Eu disse surpresa.

- Bom, para começar... o Daniel é um dos suspeitos por ter matado a irmã dele, a Jéssica... - Ele começou e eu não o deixei terminar.

- Pai, eu sei que o senhor está fazendo o seu trabalho e querendo me proteger também. Mais eu sei que ele não matou a irmã. Ele me disse isso e eu confio nele. Não creio que ele tenha alguma rasão para mentir para mim – Eu disse, sentindo uma pontada de raiva.

- Você acha que um assassino diria a alguém que ele é assassino? Pelo amor de Deu Lucy!– Ele elevou um pouco o seu tom de voz.

- Eu confio nele, afinal nós somos... amigos e temos que confiar um no outro, certo? - Eu disse.
Ele me olhou cético. Acho que ele iria usar argumentos mais convincentes.

- Suas digitais estão na arma do crime, ele estava sujo com o sangue da vítima e não vamos esquecer que ele foi encontrado na cena do crime. Não seja ingênua Lucy! Esse rapaz, ele não pode ter tanta provas apontando para ele e ser inocente! - Ele elevou seu tom de voz.

- Pai... - Eu disse, eu parecia um gatinho miando e ele parecia um tigre dando um rosnado alto e feroz – O senhor acha que se ele realmente tivesse matado Jéssica, ele teria coragem de ligar para a ambulância? - Eu fitei os seus olhos – Ou para a polícia? Ele me contou que tentou impedi-la, mais não conseguiu tanto que ele acabou com um corte no antebraço.

Eu não acreditava que ele mataria a própria irmã. Eu realmente não podia acreditar em algo tão absurdo. Coloquei o prato na pia junto com o copo e olhei através da janela. Dei um suspiro, não acredito que meu pai acha que ele matou a própria irmã.

Abri a porta de casa e ele estava lá. Sentado na escada pensativo. Ele não se virou para me ver.

Olhei para o meu pai, se deliciando e contentando com panquecas.
Me sentei ao seu lado na escada.

- Você sabia que a sua casa tem a visão mais linda de toda a Eartville? - Ele sussurrou.

- Nunca parei para pensar nisso – Eu disse.

- Você a casa da senhorita Moriyama? Ali – Ele apontou para a casa da frente.

- Sim – Eu respondi.

- Ela tem uma quedinha pelo seu pai. Toda a noite ela reza para que ele a note e lhe dê mais atenção, e depois, ela recita alguns poemas até ela dormir. Ela tem ciúmes de você, ela acha que você está tirando-o dela, e pede para que você se dê muito mal – Ele disse indiferente ele apontou para a outra casa – Eles são bons vizinhos, sempre que alguem precisa deles, eles nunca negam ajuda. Mais estão passando por dificuldades emocionais. O filho deles foi pego roubando então foi preso. Eles mentiram para todos dizendo que eles o haviam mandado para um colégio interno.

- Eu não sabia de nada disso – Eu o olhei – Como você sabe?

Ele deu um risinho suave e disse:

- Eu sempre ando por aqui à noite, então escuto tudo – Ele disse – Não é bonito? O jeito que as pessoas, mostram seus verdadeiros “eu” dentro de suas casas? - Ele disse maravilhado – Por exemplo, a senhorita Moriyama, ela jamais teria a coragem de dizer normalmente ao seu pai que ela o ama e ela também não teria coragem de comprar briga com você, não na frente dele – Ele disse – Assim como os senhores Clearwater não teriam coragem de dizer para os amigos que o filho foi preso, não com um policial como vizinho.

Ele me fitou com seus olhos verdes claros. Senti meu coração bater rápido e eu ir corando.

- Todos eles. São ótimos atores, na peça da vida, não acha? - Ele disse dando um sorriso simpático.

Minha mente não estava funcionando muito bem, então eu apenas concordei com a cabeça.

2 comentários:

  1. sem pressa pra postar, sis. Relaxa, releia, se divirta. não faça isso só para ter algo para colocar no blog, ok? ;)









    além disso, ainda to no cap. 2, calma, calma, yay. daipsdnidnpa. /kid

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  2. "Era um caderno simples de capa dura azul e folhas normal."

    normal é o adjetivo das folhas ou do caderno? :x

    "- Então, você e o Daniel... - Ele não terminou a frase.
    Eu o fitei incrédula. Ele pensava que eu e o Daniel éramos namorados?"

    rum, ele não disse isso. ele poderia estar para perguntar sobre o passeio que eles vão fazer juntos, nada de mais. essas meninas de hoje-em-dia. oiansodisnosdonaosinao

    "amigos que agora dividem uma dor em comum. A morte da pobre Jess."

    pensei que essa morte não fosse uma dor para ela, desde que ela ficou um tanto indiferente com ela.

    seu corretor ortográfico está com defeito razão é com zz.

    "[...]Ele elevou um pouco o seu tom de voz.
    [...] - Ele elevou seu tom de voz."

    quantas vezes ele vai ficar elevando o tom de voz? oasindondsndoinwaiod. estranho, ok.

    "– Como você sabe?"

    ah, nada de mais. escuto conversas alheias e as espalho por aí. (h) ioadniosndioasn fofoqueiro :b

    eu imaginei direitinho essa parte *-* tipo, ele escutou que o pai dela acha que ele é suspeito? talvez não tenha relevancia e ele já imagine isso, mas ele escutou?

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