O dia estava bom, o sol saíra e iluminara a grama verde do jardim da falecida senhora Charllote. As rosas brancas que ela plantara quando moça, estavam florescendo naquele dia perfeito.
Enquanto isso, Lúcio procurava de um canto para o outro, a senhorita Fontaine, e a mesma desfrutava desse belo dia em quanto cuidava das flores do jardim. Somente quanto o rapaz olhou para a janela do escritório ele encontrou-a. Bom, na verdade ele viu apenas os seus reconhecíveis cachos negros, que estavam presos em um rabo-de-cavalo.
O energético senhor Lúcio Blanchett desceu as escadas freneticamente desviando de todos os empregados. Quando ele chegou no jardim, a jovem garota, Clair, regava as flores enquanto entoava uma canção com a mesma melodia da cantiga de ninar francesa, porém desta vez era em inglês.
Ela abriu os seus lábios cheios e perfeitos e então entoou:
“I'll be waiting for you, instead promised where roses do not wilt, where our dreams do not end.”
Seu olhar encontrou o dele, e então ela parou de cantar e deu um sorriso amigável. Ele se aproximou dela retribuindo o seu sorriso. Ela se levantou e limpou o seu vestido, e então disse amigavelmente:
- Espero que o senhor tenha tido bons sonhos, Senhor Blanchett.
- Sim, eu tive ótimos sonhos graças a você, Clair – Disse Lúcio.
Ela deu uma breve assentida com a cabeça. Isso significava que ela ia se retirar, mas ele não queria que a sua conversa terminasse ali. E então disse:
- Como foi que você conheceu a minha avó?
- Senhor, desculpe-me, mas não creio que isso seja de suma importância – Ela disse educadamente.
- Somente estou curioso – Disse o rapaz.
Ela parou de andar e fitou a vasilha vazia em sua mão. Pensativa, ela disse:
- Bem, a Senhora Charlotte era uma mulher muito boa comigo, eu precisava de dinheiro e ela me deu o emprego – Ela resumiu.
Ela voltou a andar em direção a mansão. E Lúcio tentou alcançá-la.
- Para quê você precisava de dinheiro? – Perguntou ele.
Ela o fitou, mas permaneceu calada.
- Eu não irei dizer – Disse ela.
Seu tom era provocante, como se fosse um segredo, mas ao mesmo tempo era doce e feliz, lembrou-o de uma criancinha. Ela deu uns risinhos, somente para provoca-lo. Ficou apenas fitando-a enquanto ela se afastava, entrando no corredor com grandes arcos. Quando ela andava, parecia que ela flutuava nas nuvens, eram passos rápidos e graciosos.
O rapaz ficou sem ar, ao vê-la se afastar com tanta graça.
- Não ligue muito para ela – Disse um empregado – Ela só está querendo guardar algum assunto para conversar mais tarde.
O homem olhou para ele. Era um homem cheio de músculo, de pele bronzeada e de cabelos negros. Seus olhos eram de cor castanho cor-de-mel. Ele deu um sorriso.
- Ela fez o mesmo comigo, mas é melhor o senhor perder as esperanças, ela não tem interesse em homens no momento. Ela não namora – Ele disse decepcionado.
- Hum... - Disse Lúcio – E você é...?
- Sou Meiryo, senhor – Ele respondeu imediatamente.
Lúcio pôs a mão no ombro de Meiryo e então disse:
- Agradeço a sua dica, mais eu também não estou interessado em garotas no momento.
E Lúcio se afastou rindo, por algum motivo que nem ele sabia qual era. Ele não sabia se era por que um homem forte e másculo como Meiryo havia sido rejeitado, ou se era por que ele tinha um pouco de medo de ser rejeitado também.
Mesmo assim, ele sentia que Clair era alguém especial, e não queria deixá-la escapar tão rápido.
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nãoli ainda, mas não se esqueça de marcar de acordo com os capítulos tipo, esse é o CaD 2 e não só CaD... vc pode colocar só CaD quando for a apresentação da estória ou o resumo ou algo do tipo, ok? bjs.
ResponderExcluirah, e o PJ é de projeto no marcador, just in case...
ResponderExcluire as partes em inglês ficam melhores com traduções logo ao lado ou em baixo, em caso de seus leitores não souberem a língua... é isso. bjs.