sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Capitulo 6

Ele cozinhava muito bem. Tanto que eu me perguntei se nessas férias ele teria feito um curso de culinária, talvez por isso ele andara sumido ultimamente. Eu acho que ele ficou feliz por eu ter comido e aprovado a sua comida, por outro lado, eu o magoei quando disse que não acreditava que ele havia cozinhado isso.


Mais claro ele levou na brincadeira como era para ser.


Acho que eu me sentia melhor por dividir os meus segredos com ele. Era assim que as pessoas se sentiam quando conversavam comigo? Era uma sensação ótima, não sentia mais como se o mundo fosse desabar na minha cabeça. Eu me sentia mais livre, de certo modo.


- O último pedaço é seu – Ele disse enquanto empurrava o último pedaço do pudim para mim.


- Não, você pode ficar com ele para você – Eu empurrei para ele.


- Tanto faz – Ele disse.


Pegou a colher e colocou-o na boca.


- Parabéns Lucy, você acabou com toda a comida – Ele disse para mim.


- Eu? Você que comeu como se o mundo fosse acabar – Eu contra-ataquei.


- Nós dois somos os culpados – Ele chegou a essa conclusão.


Dei uma risada.


- Me ajuda a arrumar aqui – Ele pediu.


Começamos a guardar toda a comida, ou o que sobrou dela. Sentia os seus olhos verdes e brilhantes em mim, ele passou a mão em seus cabelos ruivos.


- O que foi? - Eu perguntei.


- Hã? Ah, nada – Ele respondeu – É só que... - Ele exitou – Tudo o que aconteceu hoje... eu fico feliz que você realmente acredite em mim, porque meus pais não.


- Os seus pais acham que você matou a Jéssica? - Perguntei incrédula.


- Eles não dizem, mais olham cautelosos, como se não quisessem que eu reparasse em seu olhar de medo – Ele disse.


- Bem, essa é a vantagem de se ter amigos. Pelo visto, eles confiam mais em você do que seus próprios pais – Eu disse tentando fazê-lo rir deu certo, ele riu.


Uma doce e simpática risada, que fez o meu coração bater mais rápido, eu estava me controlando para não deixar isso transparecer. Mas, quando ele me olhou com aqueles seus olhos verdes maravilhosos, senti eu ir corando. “Droga, Lucy se controle” Repreendi-me mentalmente.


- Você está bem? - Ele perguntou preocupado.


- S-sim – Eu respondi e dei um sorriso.


- Bom, me responda uma coisa, você não tem mais nem um trauma, não é? Porque sinceramente a sua vida é uma novela – Ele disse brincando.


- Não, não tenho mais nenhum trauma – Eu respondi dando doces risadas.


Ele encostou-se na árvore, e então olhou para o céu azul e sem nuvens.


- Você já parou para pensar, que talvez... bem longe exista um mundo, onde a felicidade seja tão limpa e plena como o céu hoje? - Ele perguntou.


- Sinceramente, sempre me referi a esse lugar... como paraíso – Eu respondi.


Ele mordeu o lábio inferior, dando um sorriso, ele estava reprimindo algo que queria falar.


- Eu já disse que você pode falar qualquer coisa, eu não ficarei ofendida – Eu disse.


Ele me olhou surpreso e então respondeu:


- Acho que isso deve ficar para depois.


- Não, fala agora – Eu disse.


- Depois – Ele repetiu.


- Agora – Eu comecei a discutir com ele.


- Depois – Ele repetiu.


- Agora – Eu repeti.


- Eu estava me perguntando, você disse que estava só você e a sua mãe no parque, e a sua irmã onde ela estava? - Ele perguntou enfim.


- Bem ela estava na casa de umas amigas - Eu respondi. - É só?


- É sim.

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